Julho 3, 2022

O cooperativismo serve para corrigir o social através do econômico, diz ex-ministro da Agricultura

A cooperativa é um instrumento da doutrina cooperativista, e, como tal, serve para corrigir o social através do econômico. Essa definição somada ao momento presente, em que o maior problema social do Brasil contemporâneo é o desemprego, permite, com facilidade, projetar crescimento significativo do cooperativismo nos próximos anos, oferecendo a inclusão para quem está fora do mercado.

Nesse contexto, prevê que três ramos serão diretamente beneficiados: o Trabalho que, por seus objetivos fundamentais, deve ter importante avanço; o Agropecuário, de longe o mais destacado ramo do cooperativismo brasileiro, e o crédito, que vem se desenvolvendo com solidez e representatividade.

No caso do Agronegócio, dois cenários desenham-se, na visão de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da OCB. O primeiro é que com as margens cada vez mais apertadas por unidade de produto, a renda do produtor depende de escala em praticamente todos os produtos com que o Brasil trabalha. O segundo relaciona-se com os avanços tecnológicas via startups, universidades e centos de pesquisa, que geram tecnologias disruptivas capazes de produzir resultados importantes, mas que somente serão incorporadas pelo grande produtor, que tem equipe técnica para buscar as informações, traduzi-las para ações concretas e aplicá-las na atividade rural, ou seja, médios e pequenos produtores não poderão sequer ter acesso a essas informações, e isso poderá gerar um abismo entre pequenos, médios e grandes produtores.

“A concentração que pode derivar dessa dificuldade em os médios e pequenos produtores incorporarem as tecnologias disruptivas é indesejável em um País que precisa do pequeno produtor para garantir a estabilidade do campo”, comenta o embaixador especial da FAO.

No caso do cooperativismo de crédito, que hoje responde por 17% do credito rural, a tendência é de crescimento dessa participação, uma vez que “o crédito oficial tende a diminuir por conta de demanda de outros segmentos e de dificuldades do governo”, diz Roberto Rodrigues.

Para todos esses cenários que afetam diretamente o pequeno produtor rural, Rodrigues aponta a solução, ao afirmar: “Não vejo outra forma de acessar os pequenos e médios produtores que não seja via cooperativa. A escala e as novas tecnologias devem privilegiar as cooperativas. A cooperativa é a única – e não uma – alternativa”.

Fonte: MundoCoop

12/09/2018

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